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Materialidade
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Glicerina, que, com o tempo, resseca e muda de forma, em referência à transformação na arte. Trabalho o olfato através da glicerina que tem perfume. -
Espuma de poliuretano, em referência à Pop Art. Trabalho o tato através de uma deformação e sensação de aspereza ao toque. -
Placa de cimento, em referência ao uso da cerâmica em arte. Trabalha o tato através de uma resistência colocada atrás da placa esquenta o concreto, que distribui o calor por toda sua superfície. -
Chapa de ferro galvanizado, em referência à escultura americano dos anos 60 (David Smith). Trabalha a audição através de um alto-falante, sem o cone, colado atrás da chapa, faz com que ela funcione como o próprio cone de vibração de som, produzindo um ruído baixo e constante, na nota fá. -
Duas chapas moldadas, côncavas, de acrílico, usadas nos anúncios de néon, coladas uma na outra: uma transparente, a outra opaca; a transparente na frente da opacada, em referência à veladura na pintura. Trabalha a visão através da ilusão criada pela imagem do espectador refletida no acrílico transparente mas não na superfície opaca. -
O primeiro trabalho dessa nova série introduz uma porta de madeira pintada, colocada na transversal, sobre três pinturas. A produção subsequente utiliza materiais diversos, de diferentes maneiras: pela inversão da tela, pelo uso de um suporte já colorido e, finalmente, a adesão à suportes industriais é completa. -
Fotografia retirada do catálogo da exposição de 1978 que serviu como referência para a execução de tela posteriormente. -
Esses trabalhos nascem de uma tentativa frustrada de solucionar a questão do espaço entre/ materialidade numa pintura de uma tela única, horizontal. Pode-se ver, na documentação do processos desta pintura, como deu-se o seu progresso, o seu fracasso, e como este último foi incorporado no primeiro trabalho bem sucedido da série. As fotos que acompanharam a feitura desta pintura mostram como no seu início: ela tem urna marcação espacial, abstrata, para, depois, ceder a um argumento francamente narrativo como o perfil de uma cidade. Em seguida, torna-se gestual sem, entretanto, abrir mão de uma nova proposta espacial: os vazios, que vão aparecendo pelo apagamento dos traços figurativos. Sucessivamente, sua superfície vai se transformando num grande vazio entre manchas que são apenas uma memória do que estava lá. Mas, a solução do trabalho nunca vai se dar nesta tela, vai acontecer quando ela é colocada na posição vertical e associada a outras duas telas de tamanhos iguais, onde é dada continuidade ao trabalho. -
Os trabalhos expostos na XVI Bienal de São Paulo foram feitos para estarem simplesmente encostados na parede, levemente inclinados. São quatro conjuntos, compostos de várias telas ligadas entre si por uma fresta. Examinando-se sua sequência, percebe-se que a série é fracionada no meio: este e o terceiro trabalho esvaziam completamente os elementos diferenciais na tela; são superfícies cromáticas indiferenciadas, despidas de qualquer narração. -
Os trabalhos expostos na XVI Bienal de São Paulo foram feitos para estarem simplesmente encostados na parede, levemente inclinados. São quatro conjuntos, compostos de várias telas ligadas entre si por uma fresta. Examinando-se sua sequência, percebe-se que a série é fracionada no meio: este e o quarto trabalho esvaziam completamente os elementos diferenciais na tela; são superfícies cromáticas indiferenciadas, despidas de qualquer narração. -
Os trabalhos expostos na XVI Bienal de São Paulo foram feitos para estarem simplesmente encostados na parede, levemente inclinados. São quatro conjuntos, compostos de várias telas ligadas entre si por uma fresta. Este segundo trabalho segue o raciocínio de visibilidade do primeiro. -
Os trabalhos expostos na XVI Bienal de São Paulo foram feitos para estarem simplesmente encostados na parede, levemente inclinados. São quatro conjuntos, compostos de várias telas ligadas entre si por uma fresta. Neste primeiro trabalho da série, cada uma das telas é tratada de forma diferente das outras, no que diz respeito à técnica e assunto visual, de maneira a ser impossível ao espectador discernir uma sequência narrativa entre elas. Na forma final do trabalho a primeira pintura é resultado da sequência de 6 trabalhos sem título, e o espaço deixado entre as telas é consequência dos vazios ocorridos nesta primeira tela. A tela do meio deriva diretamente de uma das fotografias do catálogo da exposição de 1978. A introdução da terceira, completamente gestual, trabalhada com esmalte sintético, fecha o raciocínio do trabalho. -
Em 1971, também em fórmica, foram feitas quarenta versões de um mesmo desenho, em 7 cores que mudam de posição em cada versão. Isto me abriu a possibilidade da multiplicação. -
Solução obtida com a introdução de uma figuração mais explícita. -
As duas primeiras pinturas realizadas em 1966/67 apresentam superfície de acrílico sobrepostas em diferentes níveis em diferentes à superfície da tela e paralelas ao plano pictórico. O uso de acrílicos nestes trabalhos foi motivado pelo impacto que causou a Pop Art. Esta primeira pintura saiu de um desenho em homenagem a Tom Wasselmann. -
Trabalho acentuadamente figurativo, com clara influência de Wesley Duke Lee. Entretanto, a figura tem sua superfície dobrada várias vezes em sanfona, o que não só nos dá a indicação da natureza do objeto representado - persiana- mas, ao mesmo tempo, produz uma ação de transformação no próprio suporte - papel. Obra apresentada pelo artista como um exemplo de desenho que já contém sua crítica, na passagem da figuração para obras que discutem sua própria materialidade (Texto de Salzstein, 2003).